terça-feira, 4 de março de 2014

Lô Borges

Salomão Borges Filho, nascido aos 10 de janeiro de 1952 em Belo Horizonte - MG, é um cantor e compositor brasileiro. Foi um dos fundadores do Clube da Esquina, grupo de artistas mineiros que marcou presença na música popular nas décadas de 1970 e 1980. É co-autor, junto com Milton Nascimento, do disco Clube da Esquina, de 1972, que se tornaria um marco na música popular brasileira. Entre suas composições mais famosas destacam-se, entre outras, Paisagem da Janela, Para Lennon e McCartney, Clube da Esquina n.º 2 e O Trem Azul.1 É considerado um dos compositores mais influentes da música brasileira, tendo sido gravado por Elis Regina, Milton Nascimento, Flávio Venturini e até por ídolos do pop-rock, como Nenhum de Nós, Ira!, Skank e Nando Reis, entre outros. A canção "Paisagem da Janela" foi regravada em 1995 pela Elba Ramalho e em 2000 por Vanessa Rangel.
Discografia
  • 1972: Clube da Esquina
  • 1972: Lô Borges
  • 1979: A Via Lactea
  • 1980: Os Borges
  • 1981: Nuvem Cigana
  • 1984: Sonho Real
  • 1987: Solo - Ao Vivo
  • 1996: Meu Filme
  • 2001: Feira Moderna
  • 2003: Um Dia e Meio
  • 2006: BHanda
  • 2008: Intimidade
  • 2009: Harmonia
  • 2011: Horizonte Vertical
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%B4_Borges

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Milton Nascimento


Milton Nascimento, nascido em 26 de outubro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro - RJ, apelidado "Bituca", é um cantor e compositor brasileiro, reconhecido mundialmente como um dos mais influentes e talentosos cantores e compositores da Música Popular Brasileira. Mineiro de coração, tornou-se conhecido nacionalmente, quando a canção "Travessia", composta por ele e Fernando Brant, ocupou a segunda posição no Festival Internacional da Canção, de 1967. Tem como parceiros e músicos que regravaram suas canções, nomes como: Wayne Shorter, Pat Metheny, Peter Gabriel, Sarah Vaughan, Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Elis Regina. Já recebeu 5 prêmios Grammy. Em 1998, ganhou o Grammy de Best World Music Album in 1997. Milton já se apresentou na América do Sul, América do Norte, Europa, Ásia e África.
Filho da empregada doméstica Maria do Carmo Nascimento que tentou criar Milton, o registrou, mas veio a falecer de tuberculose antes de Milton criança completar dois anos. Milton ficou entregue aos cuidados da avó. Uma das duas filhas do casal para o qual sua mãe trabalhava, a professora de música Lília Silva Campos, era recém-casada e propôs adotar Milton. A avó concordou. Milton foi então adotado por Lília e seu marido Josino Campos, dono de uma estação de rádio, e mudou-se para Três Pontas, em Minas Gerais. Foi apelidado "Bituca" por fazer um bico quando contrariado.
Milton começou a gostar de música por influência da mãe. Aos quatro anos, ganhou uma sanfona de dois baixos, e desde cedo explorou sua voz. Aos 13 anos, era crooner ao lado do amigo Wagner Tiso em um conjunto de baile de Três Pontas. Gravou a primeira canção, Barulho de trem, em 1962. Mudou-se para Belo Horizonte para cursar Economia, onde, tocando em bares e clubes noturnos, começou a compôr com mais frequência; datam dessa época as composições Novena e Gira Girou (1964), ambas com Márcio Borges. Na pensão onde foi morar na capital, no Edifício Levy, Milton conheceu os irmãos Borges, Marilton, Lô e Márcio.
Dos encontros na esquina das Ruas Divinópolis com Paraisópolis surgiram os acordes e letras de canções como Cravo e Canela, Alunar, Para Lennon e McCartney, Trem azul, Nada será como antes, Estrelas, São Vicente e Cais. Aos meninos fãs do The Beatles e do The Platters vieram juntar-se Tavinho Moura, Flavio Venturini, Beto Guedes, Fernando Brant, Toninho Horta. Em 1972 a EMI gravou o primeiro LP, Clube da esquina, que era duplo e apresentava um grupo de jovens que chamou a atenção pelas composições engajadas, a miscelânea de sons e riqueza poética.
O Clube da esquina escreveu um dos mais importantes capítulos da história da MPB. Chamou a atenção dos músicos brasileiros e estrangeiros, dada a sua ousadia artística e criatividade inovadora. Quando do lançamento, a crítica especializada não teve a capacidade de entender o que estava acontecendo e fez comentários severos a respeito da obra. Pouco tempo depois o disco teve reconhecimento internacional e ganhou o prestígio merecido aqui no Brasil também. O álbum virou disco de cabeceira de músicos no mundo inteiro, tornando-se referência estilística e estética da música contemporânea, e levou Milton Nascimento a ser convidado por Wayne Shorter a gravar um disco com ele, em 1975. O disco chamava-se Native Dancer e serviu para projetar Milton de uma vez por todas no mercado norte-americano.
Em 1966 Milton escreveu, em parceria com César Roldão Vieira, as músicas para a peça infantil "Viagem ao Faz de Conta" de Walter Quaglia. EM 1967, segundo o trecho da contracapa do disco Milton e Tamba Trio: Milton Nascimento entrou no estúdio acompanhado pelo 'Tamba Trio', no Rio de Janeiro, em 1967, para gravar seu primeiro disco. O encontro de 'Milton & Tamba' com os arranjos de Luizinho Eça fazem de 'Travessia' um álbum definitivo e eternamente moderno. No mesmo ano, a composição Canção do Sal foi gravada por Elis Regina. A convite do músico Eumir Deodato, gravou um LP nos Estados Unidos (Courage), onde se destacam Catavento e uma versão de Travessia chamada Bridges. Em 1970 realiza temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo com o conjunto Som Imaginário, destacando-se desse período Para Lennon e McCartney (1970, com Fernando Brant, Márcio Borges e Lo Borges) e Clube da Esquina. No disco Sentinela (1980), foi um grande sucesso a composição Canção da América. No ano seguinte, estourou a canção Caçador de Mim (uma composição de Luiz Carlos Sá e Sergio Magrão). Também participou e compôs a trilha sonora de filmes como Os Deuses e Os Mortos (1969, direção de Ruy Guerra), e Fitzcarraldo (1981, direção de Werner Herzog). Entre outros sucessos, destacam-se Maria, Maria (1978, com Fernando Brant), e a interpretação de Coração de Estudante (Wagner Tiso), que se tornou o hino das Diretas Já (movimento sócio-político de reivindicação por eleições diretas, 1984) e dos funerais de Tancredo Neves (1985). Posteriormente, a Canção da América, que versa sobre a Amizade, foi o tema de fundo dos funerais de Ayrton Senna (1994). Originalmente idealizado para a montagem do ballet teatro do Balé Teatro Guaíra (Curitiba, 1982), o espetáculo O Grande Circo Místico foi lançado em 1983.
Milton Nascimento integrou o grupo seleto de intérpretes da MPB que viajaram o país durante dois anos apresentando o projeto, um dos maiores e mais completos espetáculos teatrais já apresentados, para uma plateia de mais de 200 mil pessoas. Milton interpretou a canção Beatriz, composta pela dupla Chico Buarque e Edu Lobo. O espetáculo conta a história de amor entre um aristocrata e uma acrobata e a saga da família austríaca proprietária do Grande Circo Knie, que vagava pelo mundo nas primeiras décadas do século. Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, participou em 1985 do Nordeste Já, versão brasileira do USA for Africa que criou as canções "Chega de mágoa" e "Seca d'água". Em 2010 Milton Nascimento foi o homenageado do Festival Internacional de Corais (FIC) de Belo Horizonte. No encerramento do festival Milton esteve presente e recebeu uma homenagem de mais de mil vozes que cantaram uma composição de Fernando Brant e Leonardo Cunha "A Voz Coral" feita especialmente para o homenageado. Além disso, neste mesmo ano, o cantor, e padrinho da banda Roupa Nova, Milton Nascimento foi homenageado pelo sexteto carioca em uma participação especial no CD/DVD ao vivo da banda na faixa "Nos Bailes da Vida", de composição de Milton, como forma de agradecimento pelo que ele fez para o grupo durante os 30 anos de carreira, já que ambos vieram de 'bailes'.
O diretor Marcelo Flores está preparando um filme celebrando os 50 anos de carreira do cantor, Milton - A Voz. híbrido de documentário e ficção, o filme incluirá além de cenas atuais, recriações de passagens da vida de Milton com o músico interpretado por Fabrício Boliveira.


  • Travessia - Codil, 1967
  • Courage - A&M/CTI, 1968
  • Milton Nascimento - Odeon, 1969
  • Milton - Odeon, 1970
  • Clube da Esquina (com Lô Borges) - EMI Odeon, 1972
  • Milagre dos Peixes - EMI Odeon, 1973
  • Milagre dos Peixes (Ao Vivo) - EMI Odeon, 1974
  • Native Dancer com Wayne Shorter - Columbia, 1974
  • Minas - EMI Odeon, 1975
  • Geraes - EMI Odeon, 1976
  • Milton - A&M, 1976
  • Clube da Esquina 2 - EMI Odeon, 1978
  • Journey To Dawn - A&M, 1979
  • Sentinela - Barclay, 1980
  • Caçador de Mim - Ariola, 1981
  • Anima - Ariola, 1982
  • Missa dos Quilombos - Ariola, 1992
  • Ao Vivo - Barclay, 1983
  • Encontros e Despedidas - Barclay, 1985
  • Corazón Americano - 1986
  • A Barca dos Amantes - Barclay, 1986
  • Yauaratê - CBS, 1987
  • Miltons - CBS, 1989
  • Txaí - CBS, 1990
  • O Planeta Blue na Estrada do Sol - Columbia, 1992
  • Angelus - Warner, 1994
  • Amigo - Warner, 1995
  • Nascimento - Warner, 1997
  • Tambores de Minas - Warner, 1997
  • Milton Nascimento 'Crooner' - Warner, 1999
  • Gil & Milton (com Gilberto Gil) - Warner, 2000
  • Pietá - Warner, 2002
  • O Coronel e o Lobisomem, 2005
  • Novas Bossas, 2008
  • ...E a Gente Sonhando, 2010
  • Uma Travessia, 50 Anos de Carreira Ao Vivo, 2013
  • sábado, 16 de novembro de 2013

    Edu Lobo


    Eduardo de Góes Lobo, nascido aos 29 de agosto de 1943 na cidade do Rio de Janeiro é um cantor, compositor, arranjador e instrumentista brasileiro. Filho do compositor Fernando Lobo, começou na música tocando acordeon, mas acabou se interessando pelo violão, contra a vontade do pai. Iniciou a carreira nos anos 60 fortemente influenciado pela bossa nova, quando então numa parceria com Vinicius de Moraes, compôs Só Me Fez Bem. Porém, com o decorrer do tempo adotou uma postura mais político-social, refletindo os anseios da geração reprimida pela ditadura militar brasileira. Nesta fase surgiu uma parceria com Ruy Guerra e as composições engajadas Reza e Aleluia. Ao mesmo tempo em que participava de vários festivais de música popular, obtendo o primeiro prêmio em 1965 como Arrastão (com Vinicius de Moraes) e em 1967 com Ponteio (com Capinam), e que venceu o Terceiro Festival de Música Popular Brasileira da TV Record, Edu dedica-se a compor trilhas para espetáculos teatrais, entre eles o histórico Arena Conta Zumbi, ao lado de Gianfrancesco Guarnieri. 

    Depois de uma temporada nos Estados Unidos, Edu volta ao Brasil e retoma várias parcerias, entre elas a com Chico Buarque, e compõem a música de novas peças e balés. Pensado originalmente para o ballet teatro do Balé Teatro Guaíra, e inspirado no poema homônimo do parnasianista/ modernista Jorge de Lima (da obra A Túnica Inconsútil, 1938), o espetáculo estreou em 17 de março de 19831 , mesclando música, balé, ópera, circo, teatro e poesia. Tamanho o sucesso, originou uma turnê de dois anos pelo país, assistida por mais de duzentas mil pessoas, em quase duzentas apresentações. Consagrou umas das mais completas obras já apresentadas no país, lotando o Maracanãzinho e o Coliseu dos Recreios, em Lisboa. As canções foram interpretadas por Milton Nascimento,Jane Duboc, Gal Costa, Simone, Gilberto Gil, Zizi Possi, entre outros. O disco coletivo foi lançado pela Som Livre. Valendo-se ainda do filão engajado da pós-ditadura, cantou no coro da uma versão brasileira de We are the world, o hit americano que juntou vozes e levantou fundos para a África ou USA for Africa. 

    O projeto Nordeste já (1985), abraçou a causa da seca nordestina, unindo 155 vozes num compacto, de criação coletiva, com as canções Chega de mágoa e Seca d´água. Elogiado pela competência das interpretações individuais, foi no entanto criticado pela incapacidade de harmonizar as vozes e o enquadramento de cada uma delas no coro. O disco Meia-noite recebeu o Prêmio Sharp de melhor disco de música popular brasileira do ano de 1995. O disco Cambaio, gravado com Chico Buarque, recebeu o Grammy Latino de melhor álbum de MPB (2002).

    Discografia:

    1. Eduardo Lobo - Compacto Duplo - 1962 Gravadora: Copacabana
    2. A música de Edu Lobo Por Edu Lobo - 1964 - Arranjos: Edu Lobo / Luis Eça Gravadora: Elenco
    3. Edu canta Zumbi - 1965 - Arranjos: Guerra Peixe
    4. Edu e Bethânia - Edu Lobo / Maria Bethania - 1966 Gravadora: Elenco
    5. Reencontro - Sylvia Telles / Edu Lobo / Trio Tamba / Quinteto Villa-Lobos - 1966
    6. Edu - Edu Lobo - 1967 Gravadora: Philips
    7. From the hot afternoon - Paul Desmond - 1969 - Arranjos: Don Sebesky
    8. Sérgio Mendes presents Lobo - Edu Lobo - 1970 - Arranjos: Edu Lobo / Sérgio Mendes
    9. Cantiga de longe - Edu Lobo - 1970 - Arranjos: Hermeto Paschoal / Edu Lobo Gravadora: Elenco
    10. Missa Breve - Edu Lobo / Milton Nascimento - 1972 - Arranjos: Edu Lobo Gravadora: EMI Odeon
    11. Deus lhe pague - Varios / Several - 1976 - Arranjos: Lindolfo Gaya Gravadora: EMI ODEON
    12. Limite das águas - Edu Lobo - 1976 - Arranjos: Edu Lobo / Mauricio Maestro Gravadora: Continental
    13. Camaleão - Edu Lobo - 1978 - Arranjos: Edu Lobo / Mauricio Maestro / Dori Caymmi Gravadora: Philips}}
    14. Tempo presente - Edu Lobo - 1980 - Arranjos: Edu Lobo / Dori Caymmi Gravadora: Polygram
    15. Edu & Tom - Edu Lobo / Tom Jobim - 1981 - Arranjos: Edu Lobo / Tom Jobim Gravadora: Polygram
    16. Jogos de Dança - 1981 - Arranjos: Edu Lobo
    17. O Grande Circo Místico - Milton Nascimento / Jane Duboc / Gal Costa / Simone / Gilberto Gil / Tim Maia / Zizi Possi / Chico Buarque / Edu Lobo - 1983 - Arranjos: Chiquinho de Moraes / Edu Lobo Gravadora: Som Livre
    18. Dança da Meia Lua - Edu Lobo - 1985 Gravadora: Sigla
    19. O Corsário do Rei - Fagner / Edu Lobo / ChicoBuarque / Blitz / Gal Costa / MPB4 / Nana Caymmi / Lucinha Lins / Tom Jobim / Zé Renato / Claudio Nucci / Ivan Lins / Marco N - 1985 - Arranjos: Chico de Moraes / Eduardo Souto Neto - arranjos vocais: Mauricio Maestro Gravadora: Som Livre
    20. Rá-Tim-Bum - Boca Livre, Caetano Veloso, Joyce, Maíra, Quarteto Quatro por Quatro, Ze Renato, Edu Lobo, Jane Duboc, Rosa Maria - 1989 - Arranjos: Cristóvão Bastos / Chico de Moraes
    21. Corrupião - Edu Lobo - 1993 - Arranjos: Edu Lobo Gravadora: Velas
    22. Meia Noite - Edu Lobo, Dori Caymmi - 1995 - Arranjos: Cristovão Bastos Gravadora: Velas
    23. Songbook Edu Lobo - Varios / Various - 1995 Gravadora: Lumiar Discos
    24. Álbum de Teatro - 1997 - Arranjos: Chico de Moraes, Cristovão Bastos, Eduardo Souto Neto, Nelson Ayres, Paulo Bellinati Gravadora: BMG
    25. Cambaio - Edu Lobo / Chico Buarque / Gal Costa / Lenine / Zizi Possi - 2002
    26. Tantas Marés - Edu Lobo - 2010 - Gravadora Biscoito Fino
    27. Edu Lobo e The Metropole Orkest - 2013 - Gravadora Biscoito Fino

    sábado, 24 de agosto de 2013

    Anastácia


    Lucinete Ferreira, nascida aos 30 de maio de 1941 em Recife - PE, é uma cantora e compositora brasileira. Seu interesse pela música surgiu muito cedo, aos sete anos de idade. Nessa época, acompanhava um cantador de cocos no bairro Macaxeira, onde ela vivia. Iniciou a carreira no ano de 1954, cantando na Rádio Jornal do Comércio no Recife. Interpretava canções do sul do país, principalmente sucessos de Celly Campello. Em 1960, transferiu-se para São Paulo, onde passou a cantar gêneros nordestinos. Fez shows pelo interior paulista, participando da "Caravana do peru que fala", com Sílvio Santos. Em seguida apresentou-se com a dupla nordestina Venâncio e Corumba. Ganhou nessa época o nome artístico de Anastácia, dado pelo produtor, cantor e compositor Palmeira, então diretor da gravadora Chantecler. Gravou em 1960 seu primeiro disco, um compacto com as músicas Noivado longo, de Max Nunes, Chuleado, A Dica do Deca e Forró fiá, todas de Venâncio e Corumbá. Em 1961 gravou o primeiro LP pela Chantecler. Em 1963, o cantor Noite Ilustrada gravou a primeira composição de Anastácia, Conselho de amigo, feita em parceria com Italúcia. Passou, em seguida, para a gravadora Continental onde gravou quatro LPs, que obtiveram sucesso especialmente no Nordeste. Em meados da década de 60, conheceu o cantor Dominguinhos num programa de Luiz Gonzaga na extinta TV Continental no Rio de Janeiro, com quem se casou e fez parceria musical. Com Dominguinhos participou de uma caravana artística com o "Rei do baião". Em 1969, participou com Dominguinhos do Festival de Música Regional Nordestina, promovido pela TV Bandeirantes, com as composições Um mundo de amor, que não foi classificada e De amor eu morrerei, que chegou em segundo lugar, as duas defendidas pela cantora nordestina Marinês. Com Dominguinhos compôs mais de 50 músicas. Em 1969, lançou pela RCA Victor o disco Caminho da roça, com a participação de Luiz Gonzaga nas faixas Minha gente, eu vou me embora, de Antônio Barros e Feira do pobre, de Onildo Almeida. Em 1970, lançou o LP Canto do sabiá, apenas com composições próprias. No mesmo ano, gravou duas composições, De amor eu morrerei e Um mundo de amor, no LP Festival nordestino, ambas de sua autoria e Dominguinhos. Em 1971, lançou o LP Torrão de ouro. Em 1973, Gilberto Gil gravou sua composição Eu só quero um xodó, parceria com Dominguinhos, em gravação clássica. Essa música recebeu mais de 20 regravações. O mesmo Gilberto Gil gravou com sucesso a canção Tenho sede, regravando-a em 1994 no disco Unplugged. Em 1974, teve duas de suas músicas gravadas por duas das maiores cantoras brasileiras, Gal Costa, que regravou De amor eu morrerei e Ângela Maria que gravou Amor que não presta não serve pra mim. Anastácia gravou cerca de 30 discos, constituindo-se numa das maiores nomes do forró. Outros intérpretes que gravaram composições suas foram Nana Caymmi, Cláudia Barroso, Jane Duboc, Doris Monteiro, José Augusto, Ângela Maria e outros, além dos internacionais Paul Murriat, Timy Thomas e Ornela Vanoni.

    Em 1989, participou, juntamente com o grupo Bendegó e Cézar do Acordeom, do LP "Forró bom! - É do ABC!!!", da gravadora Musicolor/Continental, disco no qual interpretou "Forró bom é do Abc", "Quando me lembro de tu", e "Eu tô doida pra te ver", de sua autoria, e "Nó no pescoço", parceria com Marcos Rozilla. Em 1994, a composição "Tenho sede" foi regravada por Gilberto Gil, no disco "Unplugged". Gravou cerca de 30 discos, constituindo-se numa das maiores artistas do forró.
    Em 2009, lançou o CD "Amor entre quatro paredes", do qual foi responsável pela produção musical, junto com Deca, e pela produção executiva. Das 18 faixas, 17 contaram com a sua assinatura, em parcerias com compositores como Messias Lima, Liane, e Chico Macambira, além de seu ex-marido, Dominguinhos. Em 30 de maio de 2011, data em que completou setenta anos, lançou em Recife o livro "Eu sou Anastácia - histórias de uma rainha", escrito em parceria com a cantora e historiadora Lêda Dias. O livro contou com o patrocínio do Funcultura, do FUNDARPE e da Secretaria de Educação do Governo de Pernambuco. O lançamento reuniu amigos da cantora e diversos artistas representativos da música regional de Pernambuco. Nesse mesmo ano, somando 210 composições com Dominguinhos, que vão do samba ao baião e forró, entre outros ritmos, e comemorando 56 anos de carreira, foi atração no programa "Sr. Brasil", apresentado por Rolando Boldrin, na TV SESC. Na oportunidade, deu entrevista e interpretou vários sucessos, como "Amor de zabelê", "Saudade matadeira", e "Doidinho doidinho", as duas últimas, parcerias suas com Dominguinhos.